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terça-feira, 21 de julho de 2009

Ah, mentinrinha

Quem nunca inventou uma mentirinha para se safar de uma situação complicada que jogue a primeira pedra! Quem se diz honesto a vida toda é o maior dos mentirosos, porque tenta enganar até a si próprio. Apesar de não ser algo recomendável, uma mentirinha cai bem em determinadas situações. Uma desculpinha para não ter que dar um 'não' seco para alguém, uma mentirinha para acalmar os ânimos exaltados de algumas pessoas em algumas situações e por aí vai. Essas são, digamos que, mentirinhas aceitáveis.

O problema começa quando as mentirinhas viram mentironas e passam a se tornar verdades para algumas pessoas. Tem gente que vive a mentira, e a assume como fato para todos ao seu redor. Criar uma vida diferente da que se tem é altamente perigoso, tanto pra quem a vive quanto para quem ouve falar. Além do risco no qual se é colocado, tem também o risco de se ser descoberto. Cara, é muito fácil ser descoberto em uma mentira. Qualquer tremidinha, gaguejada ou indício de que se está criando uma história é indício de que ela pode ser falsa. Foi assim que eu aprendi, por sinal, haha...

Mentira, na verdade, só serve para complicar as coisas. Há algumas situações onde é tolerável se usar deste artifício que, na verdade, é horrível. Porém, quem toma isso como filosofia de vida acaba se perdendo no meio de tanta falsidade que acaba nem sabendo mais o que é verdade. Que cada um saiba assumir as verdades e as expor sempre que necessário. Viver num mundo próprio e tentar fazer com que pessoas acreditem nele é egoísta... e meio bizarro também.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Diga não às picuinhas!

Tem gente que não se contenta com os problemas que tem, e fica procurando problema na vida dos outros. Tem gente que, não satisfeita em encontrá-los, fica conversando sobre os problemas alheios. E ainda tem gente que, na falta de alguma coisa produtiva para se fazer, cria situações bizarras e inúteis que comprometem a vida de um grupo todo por conta de picuinhas. Não, não vim criticar os fofoqueiros, os faladores ou quem gosta de conversar. A comunicação é uma dádiva, e a gente tem mesmo é que se falar, deixar as notícias fluírem e quem se incomodar com isso que guarde pra si os segredos. Informação foi feita para circular mesmo, não é? Por isso temos gente graduada e, agora, também sem diploma - ainda bem - para garantir que todos saibam de tudo o que é importante por aí.

Saindo do geral e aprofundando o assunto, todo grupo de indivíduos tem esse tipo de gente. Não são pessoas ruíns, só levam um estilo de vida deveras diferente. A satisfação, em determinadas situações não está no ato ou na busca de ser feliz, mas no de criticar quem der para criticar. Até bem pouco tempo atrás, eu acreditava que esse tipo de atitude era só para machucar ou afastar alguma pessoa da sua vida. Descobri com o o passar do tempo que, apesar de meio absurdo, isso serve muito mais para manter determinada pessoa viva dentro das pessoas do que qualquer outra coisa. O rancor dói e causa cicatrizes que duram o tempo que a pessoa quiser que dure. E as picuinhas são evidências vivas de que a ferida está cada vez maior.

Pode ser porque te trairam, ou porque deixaram de te visitar. Pode ser porque te decepcionaram, te deixaram para trás ou partiram teu coração. A vida é cheia dessas coisas. Altos e baixos são constantes que nos mantém acordados em relação ao que é bom e o que é ruim. Ter do bom para sempre seria muito chato. Aliás, o bom, depois de algum tempo, seria tão banal que se tornaria uma merda, entendeu? O ponto, como diz um textinho roubado de umas anotações de um amigo meu, é o passeio pelo qual passeamos nossas vidas. Se prender ao que para você não presta, é saltar da montanha russa da vida para ficar dando voltinhas num carrocel irritantemente chato.

Por isso vos digo: abaixo às picuinhas! Vivamos as nossas vidas do nosso jeito..!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Acredite se quiser..!



Bom, pra que não sabe, o Brasil sagrou-se campeão da Copa das Confederações neste domingo. Foi um jogo impressionante, o Brasil mostrou toda a falta de estrutura que esse time tem. Ganhamos por conta de jogadas pontuais que não mostraram entrosamento ou um time de verdade. A seleção só funciona por conta de jogadas individuais, ou bolas paradas, como foi no gol salvador de Daniel Alves e no escantei batido por Elano.

O Dunga, nosso técnico, parece ter medo de ser ofensivo, o que, ao meu ver, sempre foi a maior característica brasileira. Se não fosse, não teríamos grandes astros como Kaká e Robinho, que são jogadores completamente ofensivos, brilhando no futebol europeu. É triste ver um time com tanto potencial jogar em um esquema tático fraco e com apenas um atacante que, por sinal, cansou de perder oportunidades nesse último jogo. Luiz Fabiano, você pode até fazer gol, mas perde um bom bocado também..!

Sim, fomos campeões, tivemos o artilheiro e o melhor jogador da competição. Infelizmente, vou ter que falar: essa Copa das Confederações é pura balela..! Um campeonato sem Argentina, Inglaterra, Alemanha e outras potências do futebol não quer dizer nada! Aliás, quer dizer que nós estamos fracos em relação a times emergentes como dos EUA e o da África do Sul. Não querendo desmerecer o futebol apresentado por eles, que foi sim de qualidade, mas muito inferior ao que se espera de uma seleção brasileira. Ganhamos com um gol chorado dos Bafana-Bafana e tivemos que suar a camisa para ganhar dos Yankees. Só não estamos em pior situação do que a Espanha que, cá pra nós, pagou o vexame da competição. Excesso de salto alto dá nisso, parece que eles não viram o que aconteceu com o Brasil na última copa.

Bom, agora é esperar para ver se o nosso amigo Dunga resolve ser mais ofensivo. O argumento dele é completamente plausível: o resultado, até agora, é mais do que positivo. Mas eu, sinceramente, não sei até onde isso vai chegar. Duvido muito que ganhemos essa copa. Não temos técnico pra isso. Espero dar com a língua nos dentes e ver o Brasil sagrando-se campeão da copa de 2010, mas acho um tanto quanto improvável. Ah, que saudades do Felipão...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Ah, faça-me o favor...!

"É uma responsabilidade assinar uma matéria. Em um país em que nada funciona, acho temerário deixar que pessoas sem instrução possam exercer uma profissão que está ligada à formação de opinião", afirma a estudante Mirella Mattos, 23, aluna do 7º semestre e que se forma no final deste ano.

Informação retirada da globo.com

Bom, vamos começar pelo princípio, não é mesmo? Para quem não sabe, antes de qualquer coisa, não faço jornalismo, então provavelmente, alguém fale que é muito fácil eu sair falando por aí que discordo desse monte de protestos sem sentido. Para que fique ainda mais claro, faço administração. Por acaso a lei exige que seja um administrador quem administre a empresa? Salvo algumas situações onde a sua assinatura é necessária, não. Os grandes gestores, ou administradores de grandíssimas empresas são engenheiros, economistas e administradores também.

Bom, os estudantes em jornalismo dizem que é "temerário deixar que pessoas sem instrução possam formar opiniões". Ah, faça-me o favor, vai. Isso não existe! Todo e qualquer ser bem instruído tem a capacidade de formar um ponto de vista próprio e tem o direito de colocá-lo à disposição de quem quer que seja. Não é isso que a Veja, Globo entre outros veículos de comunicação fazem? Eles colocam opiniões lá, e isso, caro jornalista, qualquer pessoa bem formada e instruída pode fazer.

Então para que estudar jornalismo? Resposta mais fácil não há. Quem estuda tem maior acesso ao conhecimento, às tarefas de um jornalista e, na teoria, se torna um profissional mais eficiente, capacitado e melhor posicionado para exercer a profissão. Nosso problema é que a grande maioria das pessoas que ganham diploma de graduação hoje não é capacitada para nada! Os jornalistas que se esforçaram e dominam o assunto não estão preocupados. Para eles o mercado está de braços abertos. Quem se preocupa com essa situação é quem sabe que não é bom de serviço. Quem tem a consciência de que é substituível por ser incapacitado.

Enfim, jornalistas de verdade, não se preocupem. E, para aqueles de mentirinha, boa sorte e, por favor, parem de ocupar colunas de jornais com esse besteirol de que quem não tem graduação em jornalismo não é capaz de formar opiniões. Vá visitar o site da globo e ver as opiniões que determinados jornalistazinhos emitem a respeito de um monte de coisa inútil.

Se nem mesmo a associação de jornalistas se preocupou em entrar com recurso, é sinal de que a coisa faz muito mais sentido do que vocês imaginam.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O social desigual

Sabe uma daquelas coisas que te irritam profundamente? Uma daquelas coisas que não deveriam existir, mas o homem fez com que acontecesse? É, eu passei por uma situação ontem que me deixou indignado. Não foi nada que me ofendeu ou me machucou, só me deixou meio preocupado com o mundo todo ao mesmo tempo.

Eu me sinto ridículo em ter que disfarçar a ida até o meu carro em estacionamentos públicos. Se eu não for discreto, o flanelinha aparece, diga-se de passagem que do nada, cobrando o que é seu de direito: o trocado por ter vigiado o nosso carro. O mais impressionante de toda a situação é que, eu, o idiota que tem uma mãe que paga imposto para ter direito a estacionamento público e segurança, fico sem graça e COM MEDO de não dar a esmola para o indivíduo. Aliás, se não der, é fato que amanhã, ao voltar para o meu TRABALHO, vou ter meu carro arranhado pelo mesmo cara para quem eu me recusei a dar meu dinheiro.

É absurdo aceitar esse tipo de situação. Tanto para o cidadão comum, que trabalha e dá o dinheiro, quanto para o cara que se julga coitado e usa como justificativa a desigualdade para pedir esmola e se apossar de um estacionamento público. A gente já viu um monte de exemplo de gente que deu a volta por cima porque quis, porque não aceitou a condição imposta pela sociedade. Não quero fazer demagogia nem parecer aqueles sociólogos que falam como tudo deveria ser. Eu não sei qual é a solução para isso, só sei que me incomoda. E não custa nada desabafar de vez em quando, né?

terça-feira, 9 de junho de 2009

Ah, as diferenças...

É, hoje o trabalho tá realmente intenso! Duas vezes aqui no mesmo dia!? Vai ver é a empolgação do começo de alguma coisa.

Bom, cá estou eu me preparando para mais uma viagem. O destino dessa vez é São José do Rio preto, casa da namorada, cidade do interior onde a Gol não opera e a TAM cobra míseros R$1250,00 para me levar. Resultado? Vamos de ônibus! Não vejo problema nenhum em viajar de ônibus, a paisagem é bacana, o espaço é confortável, o tempo.. hmmm, o tempo. De duas, fomos para doze horas de viagem, eis aí o problema.

Bom, me convencendo de que o tempo é uma barreira da qual eu não vou fugir, deixei essa fase de lado e fui atrás da passagem. Por favor, me explica... Por qual motivo é tão difícil comprar uma passagem de ônibus pela internet? Por que essas agências de viagens só mostram as rotas de aviões? Eu tenho mesmo que ficar caçando no Google empresas que façam a rota Brasília / São José do Rio Preto? Ou só porque as viagens de ônibus são mais baratas elas não são dignas de um atendimento de qualidade?

Falando em custo baixo, a nossa amiga Gol Linhas Aéreas mostra mais uma vez que está meio perdida. A empresa criada com o ideal de manter seus custos baixos comprou, há algum tempo, a Varig, empresa tradicionalmente mais cara e de serviços de altíssima qualidade. Depois disso, se perdeu completamente. Não sabe se cobra muito ou não, e, no meio dessa confusão, cobra preços mais altos do que a TAM, sua principal concorrente, em muitos casos. E, agora, lança mais uma moda: cobrar pela comida. É nessas horas que a gente vê o atraso do Brasil, né? Enquanto lá nos EUA a US Airways abre mão dessa cobrança porque já percebeu que isso não é benéfico para a empresa, a Gol resolve começar a agir desta forma por aqui.

O esquema é voar de TAM mesmo, minha gente. Deixa a Gol pra lá.

E obrigado Google. Graças a você, eu sei que a Viação Motta faz a rota Bsb/SJRP! Agora eu posso viajar em paz.

Google, o seu agente de viagens!